Krak dos Cavaleiros

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os Planos Inferiores do Céu PARTE 2


 
Quarta, 24 de setembro de 1913.
Suponha que quiséssemos pedir-lhe para olhar um pouco adiante, e tentasse imaginar o efeito de nossas comunicações, vistas a partir de seu atual estado mental. Pense, então, qual teria sido o resultado dos acontecimentos, se vistos de nossa esfera no mundo espiritual? Seria algo parecido com o efeito da luz do sol quando é projetada na bruma marítima, que gradualmente se esvai e a cena que ela envolvia torna-se mais clara à visão, e mais bela do que era quando foi sombriamente discernida através da bruma envolvente.
Assim é que nós vemos suas mentes e, mesmo quando o sol fugazmente ofusca e confunde mais do que clareia a visão, você sabe que no final será mesmo a luz, e no fim de tudo, a Luz em Quem não há escuridão jamais. Mas a luz nem sempre conduz à paz, porém em sua passagem freqüentemente cria uma série de vibrações que trazem destruição àquelas espécies de criaturas viventes que não foram criadas para sobreviverem à luz do sol. Deixe-as irem e, por você, siga em frente, e enquanto seguir, seus olhos vão tornar-se acostumados à luz mais intensa, à beleza maior do Amor de Deus, à verdadeira intensidade dela que, misturada como está, com a Sabedoria infinita, confunde os que não estão pertinentes a ela.
Agora, querido filho, escute enquanto contamos a você mais uma cena que muito nos alegrou aqui, nestas regiões da luz de Deus.
Estávamos passeando, pouco tempo atrás, num local bonito, numa floresta; e enquanto andávamos conversávamos um pouquinho, nada mais que um pouquinho, por causa da sensação musical que parecia absorver tudo o mais em seu sacro silêncio. Então, num caminho diante de nós, estava aquele que pudemos interpretar como sendo um anjo das esferas mais altas. Ele ali estava olhando para nós com um sorriso na face, mas nada dizia, então ficamos esperando que ele entregasse alguma mensagem para algum de nós em especial. Era isso mesmo, já que quando paramos e ficamos ali na expectativa, ele veio em nossa direção e, levantando o manto que usava – era da cor do âmbar – colocou seu braço e rodeou meu ombro e, colocando sua face em meu cabelo – já que ele era muito mais alto que eu – disse suavemente, “Minha criança, fui enviado a você por seu Mestre, em Quem você aprendeu a crer, e a estrada à sua frente é vista por Ele, mas não por você. A você serão dadas as forças necessárias para o que tiver que fazer; e você foi escolhida para uma missão que lhe é nova, em seu serviço aqui. Você poderá, claro, visitar estes seus amigos se desejar, mas agora deve deixá-los por um tempo, e eu lhe mostrarei sua nova moradia e as novas incumbências.”
Então os outros se aproximaram em torno de mim, beijaram-me e seguraram minha mão na deles. Estavam tão contentes quanto eu – apesar de que não seja a melhor palavra para ser usada em meu caso, não contém a paz suficiente. Depois de um tempo, depois que ele nos deixou falar e imaginar o que a mensagem significaria, veio em nossa direção mais uma vez e desta vez tomou-me pela mão e guiou-me para fora dali.
Andamos por um tempo e então senti meus pés deixarem o chão e seguimos pelo ar. Não estava com medo, pois era passado a mim um pouco de seu poder. Passamos por cima de uma alta montanha onda havia muitas localidades, e finalmente, depois de uma jornada bem longa, descemos numa cidade onde jamais tinha estado antes.
A luz não era ofuscante, mas meus olhos não estavam acostumados a tal grau de brilho. Entretanto, logo percebi que estávamos num jardim que cercava um amplo edifício, com degraus em toda sua frente, até ele que estava no topo de uma espécie de terraço. O prédio parecia todo de uma só peça de um material de vários matizes – rosa, azul, vermelho e amarelo – que brilhava como ouro, mas suavemente. Subimos, e na enorme portaria, sem nenhuma porta nela, encontramos uma linda senhora, elegante, porém não orgulhosa. Ela era o Anjo da Casa da Tristeza. Você cogita sobre a palavra usada neste contexto. Significa isso:
A tristeza não é dos que habitam aqui, este é o local dos que os auxiliam. Os tristes são os que estão na Terra, e o encargo dos residentes nesta Casa é mandar a eles vibrações que terão o efeito de neutralizar as vibrações dos corações entristecidos na Terra. Você deve entender que aqui temos que alcançar a profundidade das coisas e aprender as causas de tudo, e é um estudo muito profundo, aprendido apenas em estágios graduais, passo a passo. Eu, portanto, falo das causas das coisas quando uso a palavra “vibrações”, como sendo a palavra que você melhor compreenderá.
Ela me recebeu muito gentilmente e levou-me para dentro, onde mostrou-me cada parte do lugar. Tudo era bem diferente de qualquer coisa da Terra, por isso é bastante difícil de descrever. Mas posso dizer que toda a Casa parecia vibrar com vida e responder às nossas vontades e nossa vitalidade.
Esta é, então, minha atual e recente fase de serviço, e muito promissora para mim. Mas apenas acabei de começar a entender que as orações que são trazidas a nós aqui e registradas, e temos as visões dos que estão em problemas – ou melhor, elas também são registradas, e nós as vemos ou sentimos, como aconteceram, e enviamos nossas vibrações em retorno. Isso com o tempo torna-se involuntário, mas requer um grande esforço no início. Penso que é assim. Mas mesmo o esforço tem um abençoado reflexo sobre os que trabalham desta forma.
Há muitos lugares por aqui, como aprendi, todos em contato com a Terra, o que para mim pareceria impossível, só que, como os efeitos são também registrados e retornam a nós, fico sabendo de quanto conforto e ajuda enviamos. Fico em serviço pouco tempo de cada vez, e então saio e vejo as vistas da cidade e sua vizinhança. E toda ela é muito gloriosa, mais bela ainda que minha antiga esfera, a qual também volto a visitar, para rever meus amigos. Por isso você pode imaginar as conversas que temos quando nos encontramos. Dá quase que a mesma alegria que o trabalho em si. A Paz de Jesus nosso Senhor é a atmosfera em torno de nós. E esta é a Terra onde não há escuridão, e quando a treva estiver no passado, querido, você virá para cá, e vou mostrar-lhe tudo isso – ou talvez possa tomar-me pela mão, como ele fez, e levar-me para ver o trabalho em sua própria esfera. Você está pensando que sou ambiciosa por você, querido rapaz. Bem, sou mesmo, e esta é a maternal... fraqueza, eu diria, ou até mesmo uma bênção?
Até logo, meu querido. Seu próprio coração é testemunha de que tudo isso é real, pois posso vê-lo brilhando feliz, e isso também é alegria para mim, sua mãe, meu querido filho. Boa noite então, e Deus manterá você e os seus em paz.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os Planos Inferiores do Céu Parte 01

Os Planos Inferiores do Céu

 

Terça, 23 de setembro de 1913.
Quem está aí? [i]
Mamãe e outros amigos que vieram ajudar. Estamos progredindo muito bem, mas não podemos transmitir-lhe todas as palavras que gostaríamos ainda, pois sua mente não está relaxada e passiva como gostaríamos.
Diga-me alguma coisa sobre seu lar e sua ocupação.
Nossa ocupação varia de acordo com a necessidade daqueles a quem auxiliamos. É variado, mas dirigido para a elevação dos que ainda estão na vida terrena. Por exemplo, fomos nós que sugerimos a Rose a criação de um grupo de pessoas para virem auxiliá-la no caso de ela sentir qualquer perigo quando estivesse no quarto escrevendo enquanto movíamos sua mão, e este grupo está agora encarregado do caso dela. Ela não sente, às vezes, a presença deles próximos a ela? Ela deveria, porque eles estão sempre alertas ao seu chamado.
Sobre nosso lar – É muito brilhante e lindo, e nossos companheiros das esferas mais altas têm sempre vindo a nós para nos animarem a seguirmos em nosso caminho para frente.
Ocorreu um pensamento em minha mente. Eles podem ver estes seres dos planos mais altos, ou acontece a eles o mesmo que conosco? Posso dizer que aqui e ali, ao longo destes registros, o leitor chegará a passagens que são obviamente respostas para meus pensamentos não expressos, usualmente começando com “Sim” ou “Não”. Ficando isso entendido, não haverá necessidade para que eu as indique, a menos que alguma ilustração em particular requeira.
Sim, podemos vê-los quando desejam que assim aconteça, mas depende do estado de nossa evolução e do próprio poder deles de servir a nós.
Poderia agora, por favor, descrever a sua casa – paisagens, etc.?
A Terra aperfeiçoada. Mas é claro que realmente existe aqui o que chamam de quarta dimensão, de certa forma, e que nos impede descrevê-la adequadamente. Temos colinas, rios e lindas florestas, e casas também, e todo o trabalho daqueles que vieram para cá antes de nós, para deixarem tudo pronto. Estamos agora a trabalho, na nossa vez, construindo e arrumando para aqueles que ainda devem continuar sua batalha na Terra, e quando vierem para cá encontrarão todas as coisas prontas e a festa preparada.
Contaremos a você uma cena que presenciamos não faz muito tempo. Sim, uma cena em nosso plano. Avisaram-nos que uma cerimônia iria acontecer numa certa planície não muito longe de casa, à qual deveríamos estar presentes. Era a cerimônia de iniciação de alguém que havia atravessado o portal do que chamamos preconceito, isto é, do preconceito contra aqueles que não eram de seu próprio modo de entendimento, e que estava para seguir para uma esfera mais ampla e plena de benefícios.
Fomos para lá, conforme o convite, e encontramos multidões chegando de todas os lados. Alguns vieram em... por que hesita? Estamos descrevendo literalmente o que vimos – carruagens; chame-as de outra forma, se quiser. Elas eram puxadas por cavalos, e seus condutores pareciam saber exatamente o que dizer a eles, já que não eram guiados com arreios como são na Terra, mas pareciam ir para onde os condutores desejavam. Alguns chegaram a pé e alguns através do espaço por vôo aéreo. Não, sem asas, que não são necessárias.
Quando estavam todos reunidos, formou-se um círculo; usavam roupagem de cor laranja, mas brilhante, não como aquele que se adiantou, o que estava para ser iniciado, ele usou a cor como você a conhece; nenhuma de nossas cores é conhecida, mas temos que lhe contar em nossa antiga linguagem. Aquele que havia sido seu guardião, então, levou-o pelas mãos e colocou-o num outeiro verde no meio do espaço aberto, e orou. E então uma coisa linda aconteceu.
O Céu pareceu ter intensificado sua cor – principalmente azul e dourado – e de fora dele desceu uma nuvem semelhante a um véu, mas que parecia ser feito de uma fina renda, e as figuras dominantes eram pássaros e flores – não brancos, mas todos dourados e irradiantes. Isto lentamente se expandiu e desceu sobre os dois, e eles pareceram se tornar parte dele, e ele deles, e, à medida que esvaneceu lentamente, deixou ambos mais belos que anteriormente – permanentemente belos, porque ambos haviam sido elevados para uma esfera mais alta de luz.
Então começamos a cantar, e, apesar de que não podíamos ver instrumentos, mesmo assim a música instrumental misturou-se com nosso canto e uniu-se a ele. Foi muito bonito, e serviu tanto para galardão aos que mereceram, como também um estímulo para os que ainda devem marchar no caminho que estes dois já marcharam. A música, como mais tarde descobri, vinha de um templo instalado fora do círculo, mas sem dúvida não parecia vir de nenhum ponto. Esta é uma qualidade da música por aqui. Freqüentemente parece fazer parte da atmosfera.
Nem a jóia faltou. Quando a nuvem saiu, ou dissolveu, nós a vimos na testa do iniciado, dourada e vermelha, e seu guia, que já tinha uma, usava a dele em seu ombro – ombro esquerdo – e percebemos que havia aumentado de tamanho e em brilho. Não sei como isso acontece, mas faço uma idéia, não o suficientemente definida para lhe contar, entretanto, e é difícil de explicar o que nós entendemos por nós mesmos. Quando a cerimônia acabou, todos nós nos separamos, indo para os nossos trabalhos novamente. Foi mais longa do que lhe descrevi, e teve um efeito muito encorajador em todos nós.
Acima da colina, no lado mais distante da planície onde estávamos, percebi uma luz intensificar-se e apareceu-nos um contorno lindo de uma forma humana. Não penso que tenha sido uma aparição de nosso Senhor, mas de algum grande Anjo Mestre que veio para nos dar forças, e para cumprir Sua vontade. Sem dúvida alguns ali puderam ver mais claramente que eu, porque conseguiam ver, e também entender, na proporção do estágio de evolução de cada um.
Não, meu menino, apenas pense por um momento. É de sua mente ou através dela, como dizem vocês? Quando você se sentou para escrever, como sabe, nada estava mais longe de seus pensamentos que isso, porque tivemos o cuidado de não o impressionar, e mesmo assim você saiu rapidamente com a hipótese de que nós o influenciamos. Não foi assim?
Sim, admito-o fracamente.
Muito bem. E agora sairemos... mas não o deixaremos, já que estamos sempre com você, de uma forma que não pode compreender – mas deixaremos esta escrita, com nossa oração e bênçãos sobre você e os seus. Boa noite e até logo, até amanhã.


sábado, 9 de outubro de 2010

O local exato em que se encontra o Cristo é o CORAÇÃO, e nossa meta, durante a encarnação,CRISTIFICAR-NOS, alcançando a evolução crística e unificando-nos com Ele.


Finalmente, estreitando o círculo dos esclarecimentos, verificamos que o Cristo, dentro de nós, reside
NO CORAÇÃO, onde constitui nosso EU Profundo. É ensinamento escriturístico.
Ainda é Paulo que nos esclarece: "Porque sois filhos, Deus enviou o ESPÍRITO DE SEU FILHO, em
vosso CORAÇÃO, clamando Abba, ó Pai" (Gál. 4:6).

Compreendemos, então, que o Espírito Santo
(Deus) que está em nós, refere-se exatamente ao Espírito do FILHO, ao CRISTO Cósmico, o Filho
Unigênito. E ficamos sabendo que seu ponto de fixação em nós é o CORAÇÃO.
Lembrando-se, talvez, da frase de Jeremias, acima-citada, Paulo escreveu aos coríntios: "vós sois a
nossa carta, escrita em vossos CORAÇÕES, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifesto
que sois CARTA DE CRISTO, preparada por nós, e escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus
Vivo; não em tábuas de pedra, mas nas tábuas dos CORAÇÕES CARNAIS" (2.ª Cor.3:2-3).

Bastante explícito que realmente se trata dos corações carnais, onde reside o átomo espiritual.
Todavia, ainda mais claro é outro texto, em que se fala no mergulho de nosso eu pequeno, unificandonos
ao Grande EU, o CRISTO INTERNO residente no coração: "CRISTO HABITA, pela fé, no VOSSO
CORAÇÃO". E assegura com firmeza: "enraizados e fundamentados no AMOR, com todos os
santos (os encarnados já espiritualizados na vivência da individualidade) se compreenderá a latitude, a
longitude a sublimidade e a profundidade, conhecendo o que está acima do conhecimento, o AMOR
DE CRISTO, para que se encham de toda a plenitude de Deus" (Ef. 3:17).

Quando se dá a unificação, o Espírito se infinitiza e penetra a Sabedoria Cósmica, compreendendo
então a amplitude da localização universal do Cristo.
Mas encontramos outro ensino de suma profundidade, quando Paulo nos adverte que temos que
CRISTIFICAR-NOS, temos que tornar-nos Cristos, na unificação com Cristo. Para isso, teremos que
fazer uma tradução lógica e sensata da frase, em que aparece o verbo CHRIO duas vezes: a primeira,
no particípio passado, Christós, o "Ungido", o "permeado da Divindade", particípio que foi transliterado
em todas as línguas, com o sentido filosófico e místico de O CRISTO;

 e a segunda, logo a seguir,no presente do indicativo. Ora, parece de toda evidência que o sentido do verbo tem que ser O MESMO em ambos os empregos

E agora a tradução real: "Deus, fortificador nosso e vosso, em CRISTO, CRISTIFICA-NOS".
Essa a chave para compreendermos nossa meta: a cristificação total e absoluta.
Logo após escreve Paulo: "Ele também nos MARCA e nos dá, como penhor, o Espírito em NOSSOS
CORAÇÕES" (2.ª Cor. 1:22).

Completando, enfim, o ensino - embora ministrado esparsamente - vem o texto mais forte e explícito,
informando a finalidade da encarnação, para TÔDAS AS CRIATURAS: "até que todos cheguemos à
unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus, ao Homem Perfeito, à medida da evolução plena de
Cristo" (Ef. 4:13).

Por isso Paulo escreveu aos Gálatas: "ó filhinhos, por quem outra vez sofro as dores de parto, até que
Cristo SE FORME dentro de vós" (Gál. 4:19


Agostinho (Tract. in Joanne, 21, 8) compreendeu bem isto ao escrever: "agradeçamos e alegremonos,
porque nos tornamos não apenas cristãos, mas cristos", (Christus facti sumus); e Metódio de
Olimpo ("Banquete das dez virgens", Patrol. Graeca, vol. 18, col. 150) escreveu: "a ekklêsía está
grávida e em trabalho de parto até que o Cristo tome forma em nós, até que Cristo nasça em nós, a fim
de que cada um dos santos (encarnados) por sua participação com o Cristo, se torne Cristo".

Também Cirilo de Jerusalém ("Catechesis mystagogicae" 1.3.1 in Patr. Graeca vol. 33, col. 1.087) asseverou:
"Após terdes mergulhado no Cristo e vos terdes revestido do Cristo, fostes colocados em pé de igualdade
com o Filho de Deus ... pois que entrastes em comunhão com o Cristo, com razão tendes o nome
de cristos, isto é, de ungidos".

Todo o que se une ao Cristo, se torna um cristo, participando do Pneuma e da natureza divina (theías
koinônoí physeôs) (2.ª Pe. 1:3), pois "Cristo é o Espírito" (2.ª Cor. 3:17) e quem Lhe está unido, tem
em si o selo (sphrágis) de Cristo. Na homilia 24,2, sobre 1.ª Cor. 10:16, João Crisóstomo (Patrol.
Graeca vol. 61, col. 200) escreveu: "O pão que partimos não é uma comunhão (com+união, koinônía)
ao corpo de Cristo? Porque não disse "participação" (metoché)? Porque quis revelar algo mais, e mostrar
uma associação (synápheia) mais íntima. Realmente, estamos unidos (koinônoúmen) não só pela
participação (metéchein) e pela recepção (metalambánein), mas também pela UNIFICAÇÃO
(enousthai)..

Por isso justifica-se o fragmento de Aristóteles, supra citado, em Sinésio: .os místicos devem não apenas
aprender (mathein) mas experimentar" (pathein).
Essa é a razão por que, desde os primeiros séculos do estabelecimento do povo israelita, YHWH, em
sua sabedoria, fazia a distinção dos diversos "corpos" da criatura; e no primeiro mandamento revelado
a Moisés dizia: " Amarás a Deus de todo o teu coração (kardía), de toda tua alma (psychê), de todo
teu intelecto (diánoia), de todas as tuas forças (dynameis)"; kardía é a individualidade, psychê a personagem,
dividida em diánoia (intelecto) e dynameis (veículos físicos). (Cfr. Lev. 19:18; Deut. 6:5;
Mat. 22:37; Marc. 12:13; Luc. 10:27).

A doutrina é uma só em todos os sistemas religiosos pregados pelos Mestres (Enviados e Profetas),
embora com o tempo a imperfeição humana os deturpe, pois a personagem é fundamentalmente divisionista
e egoísta. Mas sempre chega a ocasião em que a Verdade se restabelece, e então verificamos
que todas as revelações são idênticas entre si, em seu conteúdo básico.
CRISTO, o Filho (UNO com o Pai)também está DENTRO de nós, constituindo NOSSA ESSÊNCIA PROFUNDA;

Vejamos agora os textos que especificam melhor ser o CRISTO (Filho) que, DENTRO DE NÓS.
constitui a essência profunda de nosso ser. Não é mais uma indicação de que TEMOS a Divindade em
nós, mas um ensino concreto de que SOMOS uma partícula da Divindade.
Escreve Paulo: "Não sabeis que CRISTO (Jesus) está DENTRO DE VÓS"? (2.ª Cor. 13:5).
E, passando àquela teoria belíssima de que formamos todos um corpo só, cuja cabeça é Cristo, ensina
Paulo: "Vós sois o CORPO de Cristo, e membros de seus membros" (l.ª Cor. 12:27).
Esse mesmo Cristo precisa manifestar-se em nós, através de nós: "vossa vida está escondida COM
CRISTO em Deus; quando Cristo se manifestar, vós também vos manifestareis em substância" (Col.
3:3-4).


E logo adiante insiste: "Despojai-vos do velho homem com seus atos (das personagens terrenas com seus divisionismos egoístas) e vesti o novo, aquele que se renova no conhecimento, segundo a imagem
de Quem o criou, onde (na individualidade) não há gentio nem judeu, circuncidado ou incircunciso,
bárbaro ou cita, escravo ou livre, mas TUDO e EM TODOS, CRISTO" (Col. 3:9-11).
A personagem é mortal, vivendo a alma por efeito do Espírito vivificante que nela existe: "Como em
Adão (personagem) todos morrem, assim em CRISTO (individualidade, Espírito vivificante) todos são
vivificados" (1.ª Cor. 15:22).

A consciência de que Cristo vive nele, faz Paulo traçar linhas imorredouras: "ou procurais uma prova
do CRISTO que fala DENTRO DE MIM? o qual (Cristo) DENTRO DE VÓS não é fraco" mas é poderoso
DENTRO DE VÓS" (2.ª Cor. 13:3).
E afirma com a ênfase da certeza plena: "já não sou eu (a personagem de Paulo), mas CRISTO QUE
VIVE EM MIM" (Gál. 2:20). Por isso, pode garantir: "Nós temos a mente (noús) de Cristo" (l.ª Cor.
2:16).

Essa convicção traz consequências fortíssimas para quem já vive na individualidade: "não sabeis que
vossos CORPOS são membros de Cristo? Tomando, então, os membros de Cristo eu os tornarei corpo
de meretriz? Absolutamente. Ou não sabeis que quem adere à meretriz se torna UM CORPO com ela?
Está dito: "e serão dois numa carne". Então - conclui Paulo com uma lógica irretorquível - quem adere
a Deus é UM ESPÍRITO" com Deus (1.ª Cor. 6:15-17).

Já desde Paulo a união sexual é trazida como o melhor exemplo da unificação do Espírito com a Divindade.
Decorrência natural de tudo isso é a instrução dada aos romanos: "vós não estais (não viveis) EM
CARNE (na personagem), mas EM ESPÍRITO (na individualidade), se o Espírito de Deus habita
DENTRO DE VÓS; se porém não tendes o Espírito de Cristo, não sois Dele. Se CRISTO (está) DENTRO
DE VÓS, na verdade o corpo é morte por causa dos erros, mas o Espírito vive pela perfeição.

 Se o Espírito de Quem despertou Jesus dos mortos HABITA DENTRO DE VÓS, esse, que despertou
Jesus dos mortos, vivificará também vossos corpos mortais, por causa do mesmo Espírito EM VÓS"
(Rom. 9:9-11). E logo a seguir prossegue: "O próprio Espírito testifica ao nosso Espírito que somos
filhos de Deus; se filhos, (somos) herdeiros: herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo" (Rom. 8:16).
Provém daí a angústia de todos os que atingiram o Eu Interno para libertar-se: "também tendo em nós
as primícias do Espírito, gememos dentro de nós, esperando a adoção de Filhos, a libertação de nosso
corpo" (Rom. 8:23).

Deus ou o Espírito Santo habitam DENTRO DE nós;

Deus ou o Espírito Santo habitam DENTRO DE nós;

A expressão "dentro de" pode ser dada em grego pela preposição ENTOS que encontramos clara em
Luc. (17:21), quando afirma que "o reino de Deus está DENTRO DE VÓS" (entòs humin); mas também a mesma idéia é expressa pela preposição EN (latim in, português em): se a água está na (EM A)
garrafa ou no (EM O) copo, é porque está DENTRO desses recipientes. Não pode haver dúvida. Recorde-
se o que escrevemos (vol. 1): "o Logos se fez carne e fez sua residência DENTRO DE NÓS"
(João, 1:14).

Paulo é categórico em suas afirmativas: "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo
habita dentro de vós" (1.ª Cor. 3:16).
E mais: "E não sabeis que vosso corpo é o templo do Espírito Santo que está dentro de vós, o qual recebestes de Deus, e não pertenceis a vós mesmos? Na verdade, fostes comprados por alto preço. Glorificai
e TRAZEI DEUS EM VOSSO CORPO" (1.ª Cor. 6:19-20).

Esse Espírito Santo, que é a Centelha do Espírito Universal, é, por isso mesmo, idêntico em todos: "há
muitas operações, mas UM só Deus, que OPERA TUDO DENTRO DE TODAS AS COISAS; ... Todas
essas coisas opera o único e mesmo Espírito; ... Então, em UM Espírito todos nós fomos MERGULHADOS
en: UMA carne, judeus e gentios, livres ou escravos" (1.ª Cor. 12:6, 11, 13).

Mais ainda: "Então já não sois hóspedes e estrangeiros, mas sois concidadãos dos santos e familiares de Deus, superedificados sobre o fundamento dos Enviados e dos Profetas, sendo a própria pedra angular máxima Cristo Jesus: em Quem toda edificação cresce no templo santo no Senhor, no Qual também vós estais edificados como HABITAÇÃO DE DEUS NO ESPÍRITO" (Ef. 2:19-22).

Se Deus habita DENTRO do homem e das coisas quem os despreza, despreza a Deus: "quem despreza
estas coisas, não despreza homens, mas a Deus, que também deu seu Espírito Santo em vós" (1.ª Tess.
4:8).E a consciência dessa realidade era soberana em Paulo: "Guardei o bom depósito, pelo Espírito Santo
que habita DENTRO DE NÓS" (2.ª Tim. 1:14). (20)

João dá seu testemunho: "Ninguém jamais viu Deus. Se nos amarmos reciprocamente, Deus permanecer
á DENTRO DE NÓS, e o Amor Dele, dentro de nós, será perfeito (ou completo). Nisto sabemos
que permaneceremos Nele e Ele em nós, porque DE SEU ESPÍRITO deu a nós" (1.ª Jo. 4:12-13).

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

DILMA:Terrorismo Nunca Mais!

Terrorismo Nunca Mais!

Comando de Libertação Nacional


O Comando de Libertação Nacional (COLINA), também denominado Comandos, foi uma organização brasileira de extrema esquerda que tinha como objetivo a instalação de um regime totalitário de inspiração soviética no Brasil. Originado em 1967, em Minas Gerais, a partir da fusão de outra organização chamada POLOP, com alguns militares esquerdistas, abraçou as idéias defendidas pela OLAS, executando, desde 1968, ações armadas para levantamento de recursos para guerrilha no campo.


A partir de 1969, quando teve vários de seus militantes presos, deu origem à VAR-Palmares com o apoio de ex-membros da VPR .
O Colina ficou conhecido por se envolver em uma atrapalhada tentativa de "justiçamento" do capitão boliviano Gary Prado, divulgado como o oficial que teria capturado e executado Che Guevara na Bolívia.
Em 1 de julho de 1968, João Lucas Alves, Severino Viana Colon, José Roberto Monteiro e Amílcar Baiardi assassinaram a tiros um oficial no bairro da Gávea, acreditando ser o oficial boliviano, quando na verdade se tratava de um major do Exército alemão.[1] Diante do equívoco, o Colina não assumiu a autoria do atentado.
Já em novembro daquele ano, João Lucas foi preso e torturado até a morte. Três meses mais tarde, foi a vez de Severino, que foi encontrado morto em sua cela sob alegação de suicídio.
Em janeiro de 1969, a polícia civil de Minas Gerais empreender uma busca em uma "aparelho" da organização travou um forte tiroteio com os militantes que ocasionou na morte de dois policiais civis, e desbaratando o grupo e prendendo suas lideranças. Um dos seus dirigentes, Murilo Pezzuti, foi preso-cobaia em aulas de tortura na Vila Militar do Rio de Janeiro no mesmo ano.[2]


 
O terrorismo é um câncer, uma síndrome difícil de ser curada pela sociedade, visto que o combate aos pendores do mal exige muita persistência, altivez, heroísmo e o uso da força. Muito se tem falado em terroristas, traficantes, guerrilheiros, todos eles têm o sei “Modus Operandi” distintos, com algumas variações, que dependem exclusivamente de quem está à frente desses perniciosos grupos ou facções.
 A palavra terrorismo tem como sinonímia o modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror. Forma de ação política que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência. O tráfico também tem um significado forte e destruidor. Sendo o comércio, o negócio, o tráfego das mais variadas formas. Negócio indecoroso.
OBS:  Dilma, ministra da Casa Civil do governo do presidente Lula e pretensa candidata a presidente da República do Brasil em 2010”.“Ela teve amnésia e não se lembra dos assaltos a banco, dos sequestros, assassinatos, delação de colegas e tudo o mais que fez”. “Só se lembra que foi torturada”. “Afirma que é do seu conhecimento e que tem detalhes de quem foram os que a prenderam e a maltrataram, mas não sabe o porquê”. Foi por isso, Dona Dilma, a senhora e seus comparsas queriam implantar o regime de Cuba no Brasil e estes que estão aí, mortos pelo seu bando, foram alguns dos obstáculos que impediram que alcançasse o seu objetivo de implantar uma verdadeira ditadura.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Origem esotérica do bobo da corte


 



Quem já não assistiu a algum filme ou desenho animado mostrando aquele personagem engraçado, vestindo roupa nas cores vermelha e azul, com três sininhos na cabeça? Quem não o identificaria como o bobo da corte? Este personagem foi muito ativo nas cortes europeias medievais. Fazia a nobreza rir, divertir-se durante os banquetes. Contava piadas, fazia mímicas, imitações, tudo para entreter o nobre público.
Porém, há algo de esotérico nesse personagem bizarro? Qual sua origem, em que se baseiam suas traquinagens? Há algo de esotérico, de simbólico nele? A sabedoria gnóstica explica isso maravilhosamente.
O bobo da corte tem uma origem dentro da sabedoria súfi. Os mestres súfis, ao acompanhar os movimentos islâmicos na Ibéria e também nas épocas conturbadas das Cruzadas, trouxeram várias tradições esotéricas que se incorporaram ao folclore europeu.
Vemos por exemplo as danças rodopiantes na Escócia, as Valsas, a tradição dos Trovadores (palavra que significa Buscador, ou seja, aqueles que ensinavam a Sabedoria Superior por meio da música e dos contos-de-fada de feudo em feudo, de castelo em castelo), e também o bobo da corte.
O bobo da corte – representado no baralho como o Curinga, o que pode alterar o jogo radicalmente – tinha como função imitar as atitudes e os gestos (corporais, faciais etc.) de todos, contava histórias que não tinham “nem pé nem cabeça”, porém seu significado oculto era sempre o de fazer com que todos refletissem. Refletir sobre o quê? Sobre a incongruência, a subjetividade, do ser humano.
Suas atitudes dúbias, conflitivas, que numa hora o levam a uma direção, noutra o conduzem a uma direção totalmente diferente, muitas vezes até em sentido contrário. Essa é a finalidade essencial, primitiva, dos Ensinamentos do bobo da corte. Levar uma sabedoria psicológica por meio do riso, das alegorias subjetivas, das pantomimas, do hilário.
Que tal despertarmos nosso bobo da corte interior? Ou seja, despertar aquela faculdade da Consciência que vigia as manifestações do Ego? Que não permite que desenvolvamos o defeito da auto-importância, da auto-consideração, do amor-próprio??? Claro, sem perdermos o sentido cósmico do autorrespeito!
O bobo é um personagem comum e recorrente, por exemplo, nas peças de William Shakespeare. Geralmente, o Bobo shakespeariano é um personagem aparentemente ingênuo e inconsequente, de língua afiada, que serve para insultar e fazer comentários ásperos e irônicos sobre as atitudes e posturas dos demais personagens. Na maioria das peças em que aparece, esse personagem mantém-se à margem da trama, falando diretamente à plateia.
O bobo da corte era uma figura real comum na época de Shakespeare. A rainha Elizabeth, por exemplo, costumava mantê-los em sua corte. Usado tanto nas comédias quanto nas tragédias, os bobos mais relevantes de Shakespeare são o da corte do Rei Lear (que funciona como um alter-ego, um espelho, do próprio Lear), o bobo profissional de Timão de Atenas (em torno do qual se desenvolve uma espécie de subtrama).
Muitas pessoas, a maioria de nós infelizmente, ri dos bobos da corte, sem compreender que estão rindo de si mesmas. As situações ridículas e incongruentes são delas mesmas. E o bobo da corte queria, na verdade, que esse público compreendesse que nós é que somos os bobos, que nossa vida é cheia de esquisitices, de multiplicidades psicológicas, de diabruras mentais, de conflitos. Se essa situação não fosse lamentável, deveríamos rir de nós mesmos.
Vemos essa mesma situação de ensinamento esotérico, psicológico, nas obras do grande mestre William Shakespeare. Suas peças são de fundo didático. Ali vemos os conflitos, as desgraças, os desequilíbrios, as fatalidades a que somos levados em nossas pobres vidas de gente inconsciente e hipnotizada. Assim como os bobos da corte, Shakespeare nos faz ver a nós mesmos em cada personagem de sua vasta e maravilhosa obra.
Ah, um lembrete: a palavra Shakespeare é uma corruptela de duas palavras iniciáticas do Sufismo: “Sheik” e “Pyr”, Mestre e Guia. Shakespeare é a encarnação do grande Mestre da Luz conhecido por todos como Conde de Saint Germain.
Um exemplo clássico da linguagem simbólica do auto-desprezo e da ridicularização do próprio Ego são os ensinamentos do grande mestre súfi Nasruddin. Há controvérsias sobre se ele realmente existiu ou não. Muitos pesquisadores dizem que ele foi na verdade um personagem criado para centralizar os ensinamentos psicológicos de muitos mestres súfis.
Mas, isso não importa. O que vale é que recomendamos ao leitor buscar os livros do mestre Nasruddin e beber dessa fonte límpida. Claro que muitas histórias não deixam de ser engraçadas. Vale a pena rir um pouco, vale a pena rir de nós mesmos. Em seguida, damos um exemplo de duas história contadas pelo mestre Nasruddin. Ria e reflita.
 
Coringa
Porém, o personagem mais pertubador não só do último filme de Batman, “O Cavaleiro das Trevas“, mas de toda a mitologia do herói é o vilão Coringa, estupendamente representado pelo falecido ator Heath Ledger. O Coringa representa tudo aquilo que não pode ser controlado, que não pode ser comprado, que não pode ser convencido. Ele é a personificação do mais puro caos, em sua pior forma: a destruição, seja ela de idéias, sonhos, ou apenas construções materiais. Ele não tem motivos racionais, não busca fama, não busca poder, não busca dinheiro ou controle. Ele apenas quer ver o mundo pegar fogo. Ele quer provar que nada é como parece, e que não existe algo como “pessoas inocentes” ou “ideais puros”. A moralidade é uma máscara muito fácil de ser destruída. O Coringa não é apenas perigoso pela destruição e caos que pode proporcionar, mas pelo simples fato que ele ameaça tudo aquilo que Batman representa: justiça, esperança, compaixão. Ele é o único personagem que pode mostrar ao Batman àquilo que ele não quer encarar: o seu próprio lado sombrio e perigoso. É por isso que os dois personagens são tão parecidos. São inteligentes, bons no que fazem, e não há nada de lógico por trás de todos os seus esforços. Observe que Batman também não procura fama, dinheiro, poder ou controle. Ele também não pode ser convencido. É por isso que ambos são tão perigosos, no caso do herói, a sua periculosidade é apenas potencial.
É por isso que Batman é um personagem tão fascinante, e ao mesmo tempo tão comum, a ponto de ser realmente possível a existência de um herói como ele. O que o diferencia de seus inimigos é apenas um apego a um ideal mais elevado.
E não é assim em nossas vidas?