Krak dos Cavaleiros

sábado, 5 de março de 2011

AGHARTA É O MUNDO DOS JUSTOS E PERFEITOS


Paulo Andrade escreve: " Vivemos tempos em que a proliferação de obras sobre temáticas esotéricas tornou-se moda. Isso tem no seu aspecto positivo o despertar de muitas das consciências adormecidas para a " verdadeiro caminho da iniciação ", mas também tem muito de negativo por fomentar as mais diversas formas de psiquismo, com todas as suas mais nefastas influencias.A temática dos mundos subterrâneos ou intraterrenos não tem sido (felizmente) dos temas mais populares pelos "escritores de hipermercado" que proliferam hoje em dia, pois a esses interessa-lhes mais o lucro fácil a qualquer preço, e este assunto não é dos mais vendáveis. E também porque não é fácil ter conhecimento directo ou indirecto sobre tão nobre tema, pois as " portas " estão abertas para poucos ……No entanto ao longo da história pôde-se registar uma plêiade de personalidades de excelsa sapiência (esses sim conseguiram "ter as portas abertas " …) que de forma mais ou menos velada explanaram este assunto de forma a que " quem tivesse olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para sentir " pudesse abrir as portas dos mundos internos tanto do próprio como da própria Terra, pois " o que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo ".Temos assim de forma mais romancista ou filosófica:Francis Bacon que na " Nova Atlântida " fala-nos da ilha branca, morada dos bem aventurados, que não se alcança senão pelo mar ou pelo ar, simbolizando a existência dum centro espiritual primordial.
Thomas Moore que na " Utopia " faz menção a uma região desconhecida que denomina Utopia altamente organizada e liderada pelo Rei Utopos onde as instituições e as leis eram sábias e justas, diferentes das existentes na face da Terra.Tommas o Campanella que na " Cidade do Sol " aborda temas muito semelhantes ao referido na " Utopia ", falando duma cidade desconhecida existente no alto dum cume onde existe uma sociedade altamente desenvolvida alicerçada na harmonia e na ordem.Júlio Verne que em " Viagem ao centro da Terra " fala-nos duma aventura em que proliferam animais pré-históricos, criaturas desconhecidas, natureza exuberante e uma rede de túneis no centro da terra com entrada através dum vulcão.Bulwer Lytton que em " A raça futura " fala-nos dum romance entre um homem da superfície com uma entidade feminina dos mundos subterrâneos que lhe mostra como está organizada a sociedade em que vive e a sua extrema evolução a nível tecnológico e espiritual.James Hilton que em " Horizonte Perdido " fala-nos duma região inóspita nos Himalaias que denomina Shangri-La onde impera a harmonia e evolução interior e exterior, e em que seus habitantes descobriram o elixir da longa vida e no seu livro pode-se ler que " Perder Shangri –La uma vez é procurá-la toda a vida "……Duma forma mais esotérica e directa temos:Helena Blavatsky, que nas suas inúmeras obras mas mais concretamente em " Isis sem véu " e " Doutrina Secreta " fala-nos dum colégio de sábios que denomina como Fraternidade Branca responsável pelo governo oculto do mundo, assim como de vários túneis que proliferam no interior da terra ligando locais tão díspares como os Andes na América do Sul ao Himalaias, onde no deserto do Gobi identifica a existência de Shamballah Saint Yves D´Alveydre onde essencialmente na sua obra " Missão da Índia " fala-nos minuciosamente de Agartha em todos os seus aspectos tanto hierárquicos, filosóficos e sociológicos, como políticos e tecnológicos.Ferdinand Ossendowski que em " Animais, homens e deuses " fala-nos das suas viagens pelo Oriente e dos relatos que referem lendas de tempos ancestrais relacionadas com os mundos subterrâneos e o enigma do Rei do mundo e das suas profecias.Alice Bailey que através de Djwahl Khul, o mestre tibetano fala-nos de Shamballah como local sagrado e sol central do planeta donde irradia a luz que ilumina as consciências e evolução dos habitantes da Terra, além de outras inúmeras referencias.René Guénon que em " o Rei do Mundo " fala-nos das inúmeras tradições em todo o planeta que falam da existência de Agharta e de Shamballah, assim como das cavernas e túneis subterrâneos que se perdem nos confins da Terra.E finalmente (os últimos são os primeiros) Henrique José de Souza (JHS) , aquele que para nós desenvolveu de forma mais sublime esta temática,
não deixando de falar claramente sobre os mundos internos. No seu livro " O verdadeiro caminho da iniciação " fala-nos que o país para onde Noé se dirigia, segundo a tradição, era um local subterrâneo, cujo nome até mesmo se parecia com o de "barca", ou seja, Agartha. "Como se vê, `arca' ou `barca' teve um sentido muito mais profundo que a Lei ainda não permitiu totalmente desvendar."Falando sobre esta região transcendente de Agartha, reforça a tónica dada por outros insignes adeptos da Boa Lei:
"Este país de Agartha é por muitos denominado Shamballah e as escrituras o descrevem como uma ilha imperecível que nenhum cataclismo pode destruir.""Agartha, Arca ou Barca é o lugar para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou Família, e os casais de animais a que se refere a Bíblia, porém com a interpretação errónea de que o termo `família' fosse apenas dos seus parentes"."Agartha é o celeiro das civilizações passadas". Em suma estes são alguns nomes a que podemos juntar outros como Raymond Bernard, Nicholas Roerich, Mário Roso de Luna ou Timothy Patterson que melhor até hoje deram o seu contributo em prol da divulgação dos mundos subterrâneos.Devemos então indagar, será que todos tiveram uma imaginação fértil ou realmente há algo mais do que aquilo que usualmente conhecemos da Terra e dos seus habitantes?Pensamos que sim, como se costuma dizer " não há fumo sem fogo " senão vejamos:Ao nível científico devemos perguntar que tendo a superfície da Terra cerca de 508 milhões de quilómetros quadrados, se esta correspondesse ao que é unanimemente aceite como poderá pesar apenas seis sextilhiões de toneladas. Segundo cálculos perfeitamente comprováveis o seu peso teria que ser muito maior!Mas não ficamos só por aqui, à luz da ciência voltamos a perguntar o que origina as auroras boreais? Como se formam os icebergues uma vez que são constituídos de água doce?, O que produz as marés no Àrtico assim como a existência de rocha e areias? Para onde vão as raposas, lebres e ursos durante o Inverno glaciar, que são observados ao Norte da Gronelândia?
Porque o vento norte no Àrtico, fica mais quente, quando se navega para o norte, além dos 70 graus de latitude? Porque se encontram sementes tropicais, plantas e árvores flutuando nas águas doces dos icebergues? Porque pássaros tropicais e outros animais emigram mais para o Norte no Inverno, onde não existe alimento possível?Pensamos que só à luz da Teurgia e da Sabedoria iniciática das idades tais perguntas que a ciência ainda não pôde ou não quis responder poderão ser respondidas admitindo a tese da Terra oca com orifícios nos pólos, tese esta que faz parte dum conhecimento ministrado no silêncio dos santuários secretos.Sendo assim facilmente conclui-se que a Terra constituiu originalmente uma bola de matéria incandescente sendo que uma parte dessa matéria ficou em suspensão no centro, mais tarde dando origem a um Sol interior, enquanto a força centrifuga, criada pela rotação sobre o seu eixo, empurrou os materiais sólidos para periferia formando a crosta compacta.A concavidade interior comunica-se com o exterior através das embocaduras polares, sendo aquecida e iluminada pelo Sol central do planeta, justificando assim as auroras boreais ao " chocar-se" com pólo magnético exterior. Nessa concavidade interior situa-se, encaminhando-se para o centro o mundo de Badagas , seguindo-se o mundo de Duat e finalmente o mundo de Agharta , cada uma com 7 cidades principais, sendo a 22º Shamballah (o Sol central).Curioso no Tarot existirem 22 arcanos maiores !.. . Este é um assunto que explanaremos detalhadamente mais é frente neste trabalho. Não custa então admitir que no interior do planeta resida uma civilização extremamente avançada assim como a existência duma flora e fauna muito própria que justificam as migrações de animais referidas anteriormente.Uma prova da tecnologia avançadíssima dos povos intraterrenos são a existência dos OVNIS ou que na tradição oriental são designados por Vimanas, muitos investigadores acham que provem de outros planetas, mas à luz do aqui exposto parece-nos errado, pois a probabilidade de seres com aparência antropomórfica de " cabelos louros " provirem de outros planetas é ínfima, sendo muito mais fácil admitir a sua origem no nosso planeta.Vamos ainda referir a existência de lendas e tradições de todos os povos e culturas diferentes que apresentam pontos comuns, apesar da enorme distancia que os separa como a referencia a 1 lugar misterioso, morada dos Deuses situado numa ilha ou montanha, ou a memória de um local donde provieram os seus antepassados, que se mantém oculto, onde permanecem ainda esses seres espirituais e de poderes sobre-humanos.Também é referido que quando as nações da Terra necessitassem o conhecimento desses Seres ou Guias adviria para sua utilização, além de que a sua localização é referida em locais no interior de montanhas, grutas ou em castelos. Respigando alguns desses " mitos " podemos referir na Grécia o Monte Olimpo, na Ìndia o Monte Meru, na Palestina Canaã, no Tibete Shamballah, em Portugal a ilha de São Brandão, na América do Sul o Eldorado, na Escandinávia Asgard, e Avalon, a ilha das maçãs para onde partiu o Rei Artur, onde a morte não existe, além de inúmeras outras referencias.De certa forma estabeleceu-se no inconsciente colectivo da humanidade a existência dum paraíso perdido para nós, terra da felicidade e da eterna luz onde o sofrimento e a velhice não são conhecidos .Como podemos observar as referencias são universais, o que leva-nos a concluir que é real a existência desse " centro da Terra ", Paraíso, ou Sol interior que é na verdade Shamballah, a " mansão dos Deuses ", morada do Rei do Mundo que controla e dirige toda a evolução de vida quer no interior como no exterior da Terra, sendo também aí que se encontram as hierarquias criadoras, os arquétipos da humanidade.Sendo que nesses mundos a evolução está muito mais avançada que a nossa, estando os seus habitantes socialmente organizados de um modo sinárquico , sendo o Rei do Mundo o cume da pirâmide hierárquica. A Sinarquia impede a existência de votações, ou partidos políticos ou religiosos, porque tal não é necessário, visto haver uma regulação pela lei trina das funções da natureza e pelo primado orgânico da hierarquização natural.Tudo e todos em justiça e honestidade ocupam os seus lugares em ordem ao equilíbrio espiritual, individual e colectivo, ou seja social e planetário, logo numa abrangência universal, por isso AGHARTA É O MUNDO DOS JUSTOS E PERFEITOS, O REINO DAS ALMAS SUPERADAS.É interessante que uma das chaves dos alquimistas na elaboração da Grande Obra era a obtenção do elemento VITRIOL (visita interiora terrae rectificando inveries ocultum lapidem – visita ao interior da terra, rectificando encontrarás a pedra oculta), não existe uma evidente analogia com aquilo que temos referido? E realmente existe pois há uma similitude de relações entre o microcosmos e o macrocosmos, quando alguém pretende realizar uma prática espiritual recolhe-se em meditação no seu Sactum- Sanctorum , no imo do seu próprio Ser que é a parte mais pura de cada um , logo o melhor do nosso Ser está no interior ! Então analogamente o melhor do planeta (que é o corpo de manifestação de um Ser extremamente mais evoluído) está no seu interior, podendo então relacionar-se os estados de consciência alcançáveis na prática de meditação com os estados de consciência existentes nos " mundos subterrâneos ", consoante a sua maior interiorização. Assim temos: plano físico – face da terra , plano vital Badagas , plano astral- Duat , plano mental – Agharta e a Mónada – Shamballah . Assim como possuímos 7 centros energéticos ou chakras principais e um oitavo oculto, assim também pela lei da analogia existem 7 centros mais 1 principais no planeta. Podemos então referir que no período Atlante quando se deu o julgamento planetário, a humanidade mais avançada que sobreviveu ao cataclismo, a Sedote, recolheu-se no interior do planeta, onde constituiu a sua evolução, tendo a restante, Jiva, permanecido na superfície, dando origem aos homens actuais (os tais que a ciência oficial fala como existentes na pré-historia).Os Grandes Iniciados da Atlântida seleccionaram os seres humanos mais avançados espiritualmente na altura, e os conduziram para o interior da Terra através duma abertura polar no hemisfério Norte, então muitíssimo mais acessível. Numa primeira fase ao interiorizarem-se estabeleceram -se no mundo de Badagas, que encontra-se a cerca de 60 km de profundidade. Este mundo já de elevada espiritualidade, civilização e cultura caracteriza-se pela tónica do desenvolvimento tecnológico, como referencia podemos falar dos OVNIS.É neste mundo que residem as Fraternidades Jinas, bem físicas dos Adeptos Independentes que no seio da humanidade em evolução na face da Terra se distinguiram dela e passaram a ser os seus paradigmas de eleição. A este mundo são recolhidos fisicamente todos aqueles que terminaram a sua missão antes da morte natural, ou excepcionalmente aqueles que tenham uma não menos excepcional missão na face da Terra relacionada com os Mundos Aghartinos .
Para este mundo são encaminhados, após a morte física, os discípulos que em vida terrena não se conscientizaram plenamente das suas missões ligadas à Obra Divina. Aí recapitulam toda a sua actividade física passada antes de serem transferidos para o Duat, onde irão recapitular o que deverão fazer na próxima vida terrena, ficando aí a aguardar o momento da próxima reencarnação. È também em Badagas que são resgatados os corpos físicos densos de Grandes Adeptos e Iniciados, para servirem em trabalhos específicos secretos só conhecidos dos Mestres ocultos, explicando assim a razão porque ninguém sabe até hoje onde estão os despojos físicos dos Grandes Mestres da Humanidade. Badagas exterioriza então o duplo etérico da Terra, tendo um ciclo semelhante ao da Terra, metade dia, metade noite.Desse mundo tem-se acesso ao mundo de Duat onde se encontram seres ainda mais evoluídos, os quais tem uma fisiologia semelhante à do homem da superfície, sendo que o que mais impressiona são as bibliotecas e museus onde se encontram todas a produção literárias e artísticas significativas criadas pelo homem, é assim como uma memória viva da Terra.
Funciona como o plano mental da Terra encontrando-se aí os " duplos " psicomentais de todos os Adeptos e Iniciados, sendo que muitas dessas Almas Viventes aguardam o momento de voltarem a manifestar-se na Terra, isto se a Lei os obrigar a tanto, pois em contrário após esse perido de transição e assimilação descerão para Agharta. È no Duat que se encontram os Senhores Lipikas (escribas) Manu – Yama – Karuna – Astaroth, que registam todos os actos, pensamentos e palavras da humanidade no " livro do Kamapa ", são os chamados Senhores do Karma. Possui um ciclo de actividade de dois terços de dia e um terço de noite. Mais interiorizado ainda encontra-se o reino de Agharta relacionado o com o plano espiritual da Terra, com as suas sete cidades, que podem-se relacionar com os chakras, governadas pelos Reis de Èdon ou do Èden, sendo que aí reina a sinarquia universal e a paz estabelecida. Agharta é o " celeiro das civilizações humanas ", pois é aí que estão guardadas as sementes monádicas que irão compor as Raças, de ciclos em ciclos.

Cada cidade Aghartina representa e corresponde a um continente, globo etc., preservando ainda o padrão ou estado de consciência de cada uma das Raças.Agharta possui um ciclo diurno permanente, pois não existe noite, sendo que os Seres que aí habitam não necessitam de descanso porque superaram há muito o conceito vulgar de espaço e tempo por terem obtido uma metástase permanente com o Eterno Logos. Como um oitavo chakra, a oitava cidade de Agharta e sua capital é Shamballah, a " mansão dos Deuses", governada pelo Rei do Mundo, o soberano supremo, o eterno jovem das dezasseis primaveras.Esse é o mundo do silêncio móvel, onde só aquele que por direito próprio tem assento no conselho do rei dos reis, pode morar. Daí dizer-se que é a morada dos Deuses, a cidade dos Imortais. Em Shamballah existe sempre sombra ou trevas, isto porque contém toda a luz ao ponto de a tornar ausente (Agharta é o diafragma reflector das 7 luzes provenientes da única do Sol negro), e por ser o núcleo central da Terra, tem a designação de " Laboratório do Espírito Santo "De uma forma análoga pode-se dizer que o homem vive num mundo tridimensional, no entanto existem outras dimensões 4º, 5º, 6º e 7º que constituem os " mundos superiores ". Assim sendo a 4º dimensão corresponde ao plano astral, a 5º ao plano mental, a 6º ao plano espiritual e a 7º que está ligada a uma 8º que podemos caracterizar como a Unidade Perfeita ou " o espaço sem limites ".Pois cada cidade de Agharta corresponde a cada um dos chakras da Terra que constituem os sistemas geográficos em evolução ( 7 que são Machu Pichu , Chizen Itza , El Moro , Sidney , Sintra , Cairo , Srinagar , mais 1 São Lourenço que corresponde a Shamballah ), assim como as cidades de Duat tem a ver com os plexos da Terra e os locais referidos na superficie com as glândulas do mesmo globo ou Logos Planetário reflectindo no homem , este o microcosmo daquele , o macrocosmo. Explicando melhor, no homem temos as glândulas no corpo físico que comunicam com os chakras no corpo etérico que também comunicam com os seus correspondentes no corpo astral e estes com os correspondentes no corpo mental . Analogamente concluímos que pelos sistemas geográficos flúem as energias espirituais do centro da Terra para a face da mesma , fluindo e impregnando a humanidade e fixando a espiritualidade sobre a Terra.O homem comum só percebe o mundo através das 3 dimensões da matéria, para perceber a 4º dimensão necessita utilizar a abstracção dos sentidos, a concentração. A questão que se põe é que os mundos subterrâneos, mesmo que na sua camada mais próxima da superfície abarquem as 3 dimensões conhecidas, não deixam de encontrar-se em dimensão diferente do 3º, e é por isso que cada um de nós não os consegue perceber ou acede-los. Razão porque faz-se necessária a " verdadeira iniciação ", o tornar-se Real ou verdadeiramente iniciado, acedendo assim ao nosso verdadeiro Ser em todas os seus planos de evolução, tornando-nos seres conscientes de nós mesmos tanto interiormente como exteriormente, possibilitando assim que as " portas " dos mundos subterrâneos se abram de forma a podermos retornar ao " paraíso " outrora perdido….Em suma nesse vasto mundo subterrâneo encontram-se as cidades das estátuas vivas, estátuas essas que correspondem a cada homem e mulher que "desperte " e serão vivificadas no instante preciso em que, estabelecida a ligação aos seus princípios superiores, possam despertar simultaneamente os inferiores (ou interiores) ….

Sem deixar para amanhã



A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.De repente, ele morre e ficamos a pensar: “meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta.”De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: “eu devia ter falado com ela.”Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.É mais ou menos assim: “lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?Achei que você ia me matar, mas você não me matou.Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...Mas você não voltou...”***Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: “amai-vos como eu vos amei.”

terça-feira, 1 de março de 2011

Brasil – A terra de Ophir



(Trechos extraídos de Arthur Franco em "A Idade das Luzes".)
Se parece estranho o conhecimento de terras a Ocidente antes de Colombo, é por pura desinformação histórica. O historiador brasileiro Cândido Costa escreveu em 1900:
"Diodoro de Sicília (90-21 ac) , 45 anos antes da Era Cristã, escreveu grande número de livros sobre os diversos povos do mundo; em seus escritos , designa claramente a América com o nome de ilha, porque ignorava sua extensão e configuração. Essa expressão de ilha é muitas vezes empregada por escritores da antigüidade para designarem um território qualquer. Assim vimos que Sileno chama ilhas a Europa, Ásia e África. Na narração de Diodoro, não é possível o engano quando descreve a ilha de que falamos: "Está distante da Líbia (ou seja, da África) muitos dias de navegação , e situada no Ocidente.
Seu solo é fértil, de grande beleza e regado de rios navegáveis". Esta circunstância de rios navegáveis não se pode aplicar senão a um continente, pois nenhuma ilha do oceano tem rios navegáveis.
Diodoro continua dizendo:
"Ali, vêem –se casas suntuosamente construídas"; sabemos que a América possui belos edifícios em ruínas e da mais alta antigüidade. "A região montanhosa é coberta de arvoredos espessos e de árvores frutíferas de toda espécie. A caça fornece aos habitantes grande número de vários animais; enfim, o ar é de tal modo temperado que os frutos da árvores e outros produtos ali brotam em abundância durante quase todo o ano."
Esta pintura do país e do clima por Diodoro se refere de todo o ponto à América equatorial. Este historiador conta depois como os Fenícios descobriram aquela região:
"Os Fenícios tinham-se feito à vela para explorarem o litoral situado além das colunas de Hércules; e, enquanto costeavam a margem da Líbia (África) foram lançados por ventos violentos mui longe do oceano. Batidos pela tempestade por muitos dias, abordaram enfim na ilha de que falamos. Tendo conhecido a riqueza do solo, comunicaram sua descoberta a todo o mundo. Portanto os Tyrrhenios (outra tradução chamam aos Fenícios de Tyrios)
Nota: os Fenícios são oriundos da Síria , poderosos no mar, quiseram também mandar uma colônia ; porém foram impedidos pelos Cartagineses, que receavam que um demasiado número de seus concidadãos , atraídos pelas belezas desta ilha, desertasse da praia."
("Cândido Costa , As Duas Américas, 1900 (pp.108 – 109, citado em Arthur Franco, A Idade das Luzes, Wodan, 1997, p. 113").
Esta descrição coincide com os relatos do que ocorreu com a frota de Cabral 2500 anos depois, desviada pelas mesmas correntes até o continente do Brasil. Na descrição mais completa do texto do historiador romano vemos com exatidão a descrição do continente americano há 2000 anos atrás:
"No mais profundo da Líbia, há uma ilha de considerável tamanho que, situada como está no oceano, se acha a vários dias de viagem a oeste da Líbia. Seu solo é fértil pois, ainda que montanhosa, conta com uma grande planície. Percorrem-na rios navegáveis que se utilizam para a irrigação , e possui muitas plantações de árvores de todos os tipos e jardins em abundância, atravessados por correntes de água doce e também há mansões de dispendiosa construção, e nos jardins construíram-se refeitórios entre as flores.
Ali passam o tempo seus habitantes durante o verão, já que a terra proporciona uma abundância de tudo quanto contribui para a felicidade e o luxo. A parte montanhosa da ilha está coberta de densos matagais de grande extensão e de árvores frutíferas de todas as classes, e para convidar os homens a viverem entre as montanhas. Há grande número de acolhedores , vales e fontes. Em poucas palavras, esta ilha está bem provida de poços de água doce que não só se convertem num deleite para quem ali reside senão também para a saúde e vigor de seu corpo. Há igualmente excelente caça de animais ferozes e selvagens de todo o tipo e os habitantes, com toda essa caça para as suas festas, não carecem de nenhum luxo nem extravagancia. Pois o mar que banha as costas da ilha contém uma multidão de peixes , e o caráter do oceano é tal que tem em toda sua extensão peixes em abundância, de todas as classes.
Falando em geral, o clima desta ilha é tão benigno que produz grande quantidade de frutos nas árvores e todos os demais frutos da estação durante a maior parte do ano, de modo que parece que a ilha, dada sua condição excepcional , é um lugar para uma raça divina , não humana.
Na antigüidade , esta ilha estava descoberta devido à sua distância do mundo habitado, mas foi descoberta mais tarde pela seguinte razão:
"Os fenícios comerciavam desde muito tempo com toda Líbia, , e muito o fizeram também com a parte Ocidental da Europa. E como suas aventuras resultaram exatamente de acordo com suas esperanças , acumularam uma grande fortuna e planejaram viajar além da coluna de Hércules, para o mar que os homens chamam oceano. E, em primeiro lugar , à saída do estreito, junto às colunas , fundaram uma cidade nas costas da Europa, e como a terra formava uma península chamaram à cidade Gadeira (Cádiz). Nelas construíram muitas obras adequadas à natureza da região , entre as quais se destacava um rico templo de Hércules (Melkarth), e ofereceram magníficos sacrifícios que eram conduzidos segundo o ritual fenício..."(p.114).
Quanto ao porte dos navios para semelhantes viagens nessa época , as trirremes fenícias em nada deviam às caravelas de vinte cinco séculos mais tarde. Seu comprimento podia atingir de sessenta a setenta metros , comportando até cento e oitenta remadores e uma tripulação de duzentos a trezentos soldados. Pouco se comenta do esplendor das naus gregas ou romanas , mas não se pode negar que Erik, o vermelho , e seu filho, Leif Erikson, seguiram estes antigos passos até mesmo no estilo de seus Knerrir (transatlânticos) e Knorr (navios menores que comportavam as colônias ), no século X d.C. , vencendo mares tão perigosos como os do Atlântico norte para at6ingir a Vinland, na América.
Segundo Cândido Costa, em sua obra de 1900:
"Num escrito de Aristóteles (De Mirab. Auscult. Cap. 84) diz-se que foi o receio de ver os colonos sacudirem o jugo da metrópole cartaginesa e prejudicarem o comércio da mãe pátria que levou o senado de Cartago a decretar pena de morte contra quem tentasse navegar para esta ilha. Aristóteles descreve também uma região fértil, abundantemente regada e coberta de floresta, que fora descoberta pelos cartagineses além do Atlântico (p. 115)
A participação ampla dos fenícios no conhecimento das terras ocidentais explica a grande participação dos judeus nas grandes navegações. Desde o tempo de Salomão, as casas de Hiram e do grande soberano judeu se uniu de tal forma que a construção do Templo de Jerusalém foi feita por arquitetos e pedreiros fenícios, e as misteriosas viagens para descobrir ouro e madeiras para a construção do templo foram feitos conjuntamente.
Este vasto conhecimento dos judeus sobre a ciência da navegação não passou desapercebido por alguns soberanos à época da diaspora, especialmente D. Manuel.
Em 1412 foi fundada a escola de Sagres, primeira academia portuguesa da navegação. Portugal, nesta época, tonara-se o último reduto dos judeus na Europa. A proteção concedida pelos soberanos portugueses aos judeus visava declaradamente atrair os largos conhecimentos hebreus nas matemáticas, na geografia e na astronomia, para calcar os grandes desenvolvimentos levados a cabo nas pesquisas náuticas para lançar Portugal como potência mundial.
O conhecimento das terras do Brasil por Salomão e por Hiram (rei da Fenícia) , conforme a explanação feita por Cândido Costa , é difícil de ser refutada.
Inscrições Fenícias na Bahia e Paraíba.
Entre 1000 aC a 700 aC, período da colonização fenícia no Ocidente, na direção de Cartago, Malta, Sardenha e Espanha. Vários documentos em pedra encontradas no Brasil e EUA, por exemplo, atestam a expansão Fenícia no Ocidente.
No Brasil há registros como os feitos numa memória, do ano de 1753. Seu autor dá notícia de uma cidade abandonada no interior da Bahia, na qual constatou a existência de um palácio, inscrições, templo, colunas, aquedutos, ruas, arcos etc. As inscrições foram encontradas na cidade abandonada no interior da Bahia, de que trata o manuscrito existente
na biblioteca pública do Rio de Janeiro.
Em várias localizações da Américas encontram-se as mesmas inscrições.
As inscrições no Estado da Paraíba, são constantes, de pedra lavrada, segundo Cândido Costa, foi submetida ao juízo do sábio orientalista francês Ernesto Renam, sendo por ele considerada de origem fenícia.
Outros detalhes sobre a vinda dos semitas para o Ocidente no ano 2000 aC a 970 aC.
Assume Hiram, o grande rei de Tiro (970 – 936) , aliado de Davi e Salomão.
Em 965 aC, Salomão assume o trono de Israel. No seu reinado um fato extraordinário originou concretamente a ligação perene que teria o Ocidente com os mistérios Bíblicos; a construção do Templo de Jerusalém. Salomão começou oficialmente , na linhagem bíblica, a arte da construção como grande arquiteto do templo. Sua ligação com a casa de Hiram , da Fenícia, abriu os caminhos para a vinda dos mistérios, séculos mais tarde, através da Ordem dos Construtores e da Franco Maçonaria.
Curiosamente , tudo indica ter ido da América do Sul que saíram os materiais exóticos, necessários à construção do templo. Como se não bastasse o acesso físico dos materiais – ouro, pedras, madeiras, além de animais exóticos. Os fenícios foram os próprios construtores do templo, contratado por Salomão. Quanto ao conhecimento do continente americano, os antigos já davam notícias há muito tempo da existência desse continente , para o qual ocorreriam se lhes fosse facilitada a navegação. Tal como ocorreu no início do século XX com as grandes migrações de italianos e alemães para a América, a população que tinha notícia da existência deste paraíso terrestre facilmente se via tentada a emigrar das desoladas e assoladas regiões em que viviam.
"David, quando morreu , deixou a Salomão para a construção do templo 7000 talentos de prata e 3000 de ouro de Ophir. O velho rei não possuía nenhum navio que navegasse nos mares exteriores. Recebia, pois , o ouro de Ophir pelo tráfico com os fenícios, os quais , segundo a Bíblia, conheciam todos os mares. Salomão, para por em execução seus grandes projetos, recorreu a Hiram. Chegou a interessá-lo nas suas empresas e a contratar com ele aliança sólida.
O receio de excitar a susceptibilidade dos povos do Mediterrâneo foi sem dúvida o motivo que decidiu Salomão a construir em Esion-Gaber, no Mar Vermelho, os navios que destinava às viagens de Ophir (pois as colunas de Hércules estavam fechadas aos gregos pelos Cartagineses e o comércio para o Atlântico era muito vigiado". (Cândido Costa , op., cit., p. 113)
Cândido Costa Prossegue sua explanação lembrando que Hiram enviou a Salomão Marinheiros experimentados.
Como se verá mais tarde, a frota de Ophir nunca voltaria ao Mar Vermelho. Passando pelo Cabo africano, ela se reunira no oceano Atlântico com a frota de Hiram , que saíra do Mediterrâneo. Entre os trabalhos que tentam retirar o véu sobre a verdadeira identidade das ricas localidades bíblicas de Ophir, Parvaim e Tarschisch destacamos este do senhor Cândido Costa , publicado em 1900. Ele baseou-se no estudo filológico das antigas línguas européias e asiáticas , bem como a língua quichua ou dos Antis, do Peru , a qual ainda se falava, pelo menos em 1900, na Bacia superior do Rio Amazonas.
"Nos Paralípomenos, liv. 2, cap. 3, v.6, conta-se que Salomão adornou sua casa com belas pedras preciosas, e que o ouro era de Parvaim (...) Parvaim é pronuncia alterada de Paruim. A terminação im nos dá o plural em hebráico; vem acrescentado a Paru porque efetivamente existem, na bacia superior de Amazonas, no território Oriental do Peru, dois rios auríferos, um com o nome de Paru, outro com o de Apu-Paru, o rico Paru, e que unem suas águas para se confundirem no Ucuayli. Os dois rios Paru e Apu-Paru fazem , no plural Paru-im.
Outro nome hebraico é o de um antigo império de nome Inin (crente ou de fé) , também no Peru.
O rio Amazonas, desde a embocadura do Ucaially até a foz do Rio Negro, se chama ainda Solimões: não é nem mais nem menos que o nome viciado de Salomão, dado ao rio Amazonas pela frota do grande rei, que dela tomou posse, em hebraico Solima e em árabe Soliman.
Os cronistas da conquista do rio das Amazonas contam que a oeste da província do Pará existia uma grande tribo como nome de Soliman, que era o do rio ; pois na América as correntes d’água tiram seus nomes das tribos que as habitam. Daí também os portugueses fizeram solimão por hábito de lingüística.
Essa colônia fenícia teve uma duração temporária assaz longa, pois as viagens trienais dos navios de Salomão e de Hiram se renovaram várias vezes. Provavelmente não foi abandonada à própria sorte senão no reinado de Josaphat, rei de Judá , no tempo em que os cartagineses todo-poderosos não permitiam a nação alguma sair do mediterrâneo. Eis porque Josaphat quis mandar sair do Mar Vermelho para essas mesmas regiões uma frota equipada, conjuntamente com Ochozias, rei de Israel. Porém um temporal hediondo a destruiu completamente (p.116).
"Passamos a Ophir, lugar tão celebrado por suas riquezas.
Devemos lembrar aqui que filólogos acreditaram poder fazer que prevalecesse o nome de Abiria, por ter sido a Ophir da Bíblia. Todavia, levaremos em consideração os seguintes fatos : Primeiro, o nome da Abiria é a tradução latina do vocábulo grego sabeiria, tomado da geografia de Ptolomeu, livro 7, cap. 1. A licença do tradutor é tão grande quanto censurável. Em segundo lugar, sabeiria achava-se localizada na parte ocidental da Índia, Que chamavam Indo-Scitia. Porém é reconhecido que a Índia , mormente na parte Ocidental, nunca produziu ouro para o comércio; pelo contrário , os egípcios e os árabes ali o traziam , para o trocar por tecidos de lã e de algodão. Assim a hipótese de que sabeiria fosse o Ophir da Bíblia cai por si. Estevão Quatremere também não admite que Ophir tenha sido colocado no Golfo Arábico, na Arábia feliz, nem em parte alguma da Índia, Ceilão, Sumatra, Borneo ou ponto algum do extremo oriente, pela razão muito simples de que os navios de salomão e de Hiram gastavam 3 anos em cada viagem dessas. Porém Quatremere cai no próprio erro dos que combate, pois que coloca Ophir em Soplah , na costa oriental da África. Para fortalecer sua hipótese, Quatremere não hesita na escolha dos meios: assim é que, por não achar pavões na África, quer que os pássaros chamados Tulens na Bíblia sejam periquitos ou picotas". (Cândido Costa, op. Cit. p. 117)
No cap I do livro I dos Reis , v.11, acha-se escrito Ophir em língua hebraica de dois modos Apir e Aypir, e no cap. 9 , v. 28 lê-se Aypira da Bíblia. Em resumo, nada se opõe que o Aypira da Bíblia tenha vindo do nome do rio Yapur: onde o Y significa água, ou seja, "água ou rio de Apir ou Ophir". Eis porque a região de Ophir é essa que atravessa o rio Yapurá.
"A desaparição das frotas de Salomão e Hiram por 3 anos, a cada viagem que faziam, se acha agora explicada, pois elas estacionavam no rio que tinha o nome do Grande Rei. Se estas compridas estações, várias vezes repetidas, houvera sido feitas em qualquer ponto do antigo continente, a tradição ou a história não teriam deixado de no-la transmitir. As várias viagens trienais com exceção de uma só, não se referem a Ophir, pois todas se fizeram para Tarschisch. David recebia pelos fenícios o ouro de Ophir, e a frota construída no tempo de Salomão para o mesmo destino saiu do Mar Vermelho, onde nunca mais entrou. Fez sua junção no oceano Atlântico com a de Hiram, a qual saiu do Mediterrâneo; e ambas tomaram depois, da única viagem em que foram juntamente a Ophir, o nome da frota de Tarschisch (Alta Amazônia), segundo o texto hebraico, e o da frota da África, segundo o texto caldáico"
(Cândido Costa p.120 a 124)
(I Reis 9,10,11,22, Paralipomenos liv2, cap.9 v.21 v. 10,11.
Segundo a Bíblia, "Salomão conhecia todas as sabedorias do Egito. Em 960 a.C., Salomão constrói o templo.
Patrocinados por Salomão, os fenícios se tornaram os primeiros dominantes do mar, abrindo agências comerciais por toda parte: Creta, Malta, Sicília, Cartago, Cádiz, Marselha, Inglaterra e Países Nórdicos.
Salomão tornou-se o homem mais rico do mundo. Tinha 700 mulheres e 300 concubinas.
Em 930 a.C. ocorreu a cisão dos reinos Judá e Israel. Foi um período de constantes lutas internas entre Judá e as tribos do Norte. A situação chegou a tal ponto que Jeroboam, Ben-Nebat, seu filho, tentou um Golpe de Estado.
Em 928 a.C. morre Salomão e assume Rehoboam, seu filho, que, por falta de tato político, fracassa o acordo com as tribos de Israel.
Jeroboan refugia-se no Egito (Delta do Nilo), onde Sesonki o recebe na corte dando como esposa uma de suas filhas.
O ambiente torna-se propício para o retorna de Jeroboam, apoiado pelo Faraó que retorna e é aclamado Rei de Israel. A Rehoboam fica as tribos de Judá e Benjamim, com as quais Rehoboam funda o Reino de Judá, tomando por capital, Jerusalém.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vampirismo



"Os casos de pessoas dependentes, excessivamente tímidas, desanimadas, inaptas
para a vida normal, essas que se diz 'passaram pela vida, mas não viveram', são
tipicamente casos de parasitismo ou vampirismo".
Herculano Pires

No imaginário popular, o vampiro, personificado no cinema pelo conde Drácula,
sai de seu caixão à noite para sugar o sangue de suas vítimas, transformando-se
em morcego. E de dia, volta a dormir no caixão, pois detesta a luz do sol.

Apesar da mídia explorar bem essa figura lendária, no plano real, no nosso
cotidiano, os vampiros na verdade encontram-se bem próximos de nós, causando os
mais diversos problemas.

Eles não sugam sangue humano, mas sua energia. Por isso, sal grosso, alho,
crucifixo, estaca, água-benta, são recursos inócuos para combatê-los.

Em verdade, a vampirização de energia é um fenômeno muito mais comum do que
muitos possam imaginar. Ela pode ocorrer do desencarnado para o encarnado ou
mesmo entre os encarnados, ocasionando as chamadas obsessões (popularmente
conhecidas como encostos).

É, sem dúvida alguma, uma relação parasitária, simbiótica, onde o vampiro
acopla-se no campo áurico do vampirizado, sugando-lhe toda a sua energia e
vitalidade.

Em certa ocasião, uma paciente veio ao meu consultório -após passar por vários
profissionais-, porque não conseguia se curar de uma doença que a acompanhava há
anos: a Síndrome da Fadiga Crônica, que é uma doença controversa e de difícil
explicação pela medicina oficial (a grande maioria da classe médica não
considera a existência da causa espiritual na gênese das doenças); por este
motivo, ela ainda não conseguiu estabelecer suas causas e, em vista disso, o
diagnóstico é difícil de ser feito e o seu tratamento é pouco efetivo.

Os sintomas mais freqüentes dessa doença são: dificuldade de concentração e
memória fraca; dores musculares; dores de cabeça; dificuldade de dormir e, após
qualquer esforço físico e mental, o paciente se sente exausto, extenuado.

No caso dessa paciente, além da desvitalização e da exaustão física, que a
incomodavam muito, apresentava também fotofobia (aversão à luz), que a obrigava
a andar com óculos escuros, pois a claridade solar machucava a sua vista.

Ao regredir, viu um vulto escuro que se identificou como sendo o seu falecido
pai (ele era um dos tripulantes do avião da TAM, que há 15 anos, ao decolar do
aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sofreu uma pane e veio a cair nas
imediações).

Ao conversarmos com o pai, percebemos que ele não tinha consciência de que havia
morrido nesse acidente. Não tinha consciência também de que estava vampirizando
a energia de sua filha, causando sua fadiga crônica e, sem saber, deixando-a
desvitalizada, exaurida. E o sintoma de fotofobia que ela sentia era causado
pelas emanações do ambiente escuro, das trevas, onde o pai habitava.

Ao lhe informar que não pertencia mais ao mundo dos vivos, dos encarnados, e que
sua presença constante junto à filha a estava prejudicando, ele, chorando, pediu
perdão, pois não sabia disso. Aceitou ajuda dos dois seres amparadores de luz
que o levaram para uma Luz Maior. Após sua ida para a Luz, a paciente recuperou
sua vitalidade, não sentindo mais aquela exaustão que a deixava bastante
debilitada, bem como a aversão à luz, que a incomodava muito.

Este caso bem sucedido que ilustrei como exemplo de um vampirismo de energia de
um desencarnado para um encarnado, pode ocorrer também (e com muita freqüência)
entre os encarnados. Ou seja, esse tipo de vampirismo ocorre -na maioria das
vezes de forma inconsciente-, tanto com os entes queridos (cônjuge, pai, mãe,
irmãos, parentes), bem como com os amigos, colegas de trabalho, chefes,
clientes, ou mesmo com pessoas estranhas e com os profissionais de cura
(médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas etc.), que
desenvolvem um trabalho que exige um dispêndio grande de energia.
Esses profissionais estão mais vulneráveis ao vampirismo, à perda de energia,
onde os pacientes -consciente ou inconscientemente-, retiram deles a energia que
necessitam.

:: Osvaldo Shimoda ::
Caso Clínico:
Vampirismo

Veio ao meu consultório uma mulher de 37 anos, que assim me relatou:
"Não tenho vontade de fazer nada, Dr. Osvaldo; tenho muitas idéias, penso em
colocá-las em prática, mas não consigo. Eu me formei a duras penas, ou seja, até
o 9º semestre da Faculdade de direito, era a melhor aluna, nunca tinha ficado de
exame; porém, no último semestre quase fui reprovada em uma matéria.

Nunca passei no exame da OAB (Ordem dos Advogados); no entanto, faço os testes
que esses sites de concursos têm para avaliar o conhecimento dos candidatos, e
eu acerto quase tudo. Mas, quando presto os exames, das 100 questões, acerto só
30.

No âmbito pessoal, tenho um marido e um filho, mas não temos uma casa própria,
apesar de termos uma boa condição financeira; porém, como é só o meu marido que
trabalha, eu me sinto uma fracassada. Hoje ele mora em um local e eu em outro
-não me pergunte o porquê-, pois não saberia responder.

A gente brigava muito quando estávamos juntos, e esse distanciamento melhorou o
nosso relacionamento. Não me dou bem com a minha família e ele também não se dá
bem com a dele e vivemos em uma situação que não muda: ele tem sua profissão,
trabalha, mas eu não tenho forças pra nada. Até começo algumas coisas, mas nunca
termino nada do que me proponho a fazer.

Sabe doutor, não tenho prazer em nada e isso vale para todos os aspectos de
minha vida"...

Ao passar pelas sessões de regressão, nas duas sessões, a paciente só via
sombras e uma faixa de luz que saia dela para outro lugar, mas que ela não
conseguia identificar o que era.

Na 3ª sessão (última), ela viu um ser espiritual, um vulto escuro, e uma faixa
de luz que saia dela em direção a esse ser.

- Peça para esse ser espiritual se identificar - pedi à paciente.
"Ele diz que viveu comigo na vida anterior à atual, e que foi meu marido, mas
nos separamos. Fala que não vai me deixar nunca, jamais"!

- Pergunte-lhe como você pode ajudá-lo?
"Ele disse que não precisa de ajuda, que vai esperar por mim assim que eu
desencarnar".

- Qual o motivo dele estar aqui no consultório?
"Diz que vive da minha energia, que ele só está aqui porque suga toda a minha
vitalidade, e que é ele que impede que eu faça as coisas".

- Por que ele faz isso?
"Porque só assim serei dele de novo. Diz ainda que faz com que eu não tenha
vontade de sair de casa porque me quer só para ele... Ele é obcecado por mim!
(pausa).

Dr. Osvaldo, agora está vindo uma luz dourada que nos envolve... Essa luz
restabelece minhas forças e corta a conexão com este ser que suga minha energia.
Essa luz se identifica como minha mentora espiritual... Fala que preciso também
me ajudar, não deixando que esse ser atrapalhe a minha vida, sendo forte. Ela
diz que se eu sentir vontade de ficar na cama, preciso reagir, tenho que me
levantar, mesmo contra a minha vontade; preciso fazer a minha parte.

A minha mentora espiritual diz ainda que preciso pedir perdão para esse ser, e
que ele também precisa me perdoar, pois tivemos uma relação muito conturbada
nessa vida passada, como marido e mulher.

Ela diz que houve a separação porque tudo o que tínhamos que aprender naquela
existência passada ocorreu, mas ele não aceitou. (pausa).

Dr. Osvaldo, ele está escutando com muita atenção o que a minha mentora
espiritual está dizendo... Eu sinto que ele quer ir embora, mas há também de
minha parte a vontade que ele fique... Eu irei sentir a falta dele (paciente
fala chorando muito). (pausa).

Estamos nos despedindo com o compromisso de um dia voltarmos a ser marido e
mulher... Ele está indo embora... Olha para trás pra me ver pela última vez...
Agora entrou numa luz forte". (pausa).

- Como você está se sentindo? - Pergunto à paciente.

"Estou sentindo três coisas: a minha energia está de volta e há ainda tristeza
por não tê-lo mais por perto. Mas também uma sensação de liberdade que eu
desconhecia".

Oswaldo Shimoda

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chico Xavier fala sobre a transição planetária


A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954
Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.
O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.
Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.
Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.
Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.
Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.
Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.
*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.
Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.
Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.
Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.
Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.
Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.
E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.
Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.
Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?
Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor… E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.* grifo de Mcesar Revista Boa Vontade, Ano 1, n0 4 – Outubro de 1956.”

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

AS TEMPLÁRIAS – SUA EXISTÊNCIA

Está confirmado ter havido em França, ao longo de certo período, diversos Mosteiros de Freiras Templárias. Devemos salientar que isto ocorria na Idade Média, pelo que se pode concluir, não se tratar de guerreiras, mas sim e unicamente de monjas. Sabemos ter existido um mosteiro em “ La Combe-aux-Nonnains”, na Borgonha, dependendo da Comendadoria de Épailly, assim como há notícia referente à existência de Irmãs Templárias em Lyon, Ther, Metz e Arville.Contrariando a preconceituosa sociedade medieval, os Cavaleiros Templários não deixaram de pôr em prática algo que sempre os animou, o espírito de abertura e de tolerância, ao ponto de aceitarem ao seu serviço todos aqueles que, comungando o espírito templário, não podiam ou não desejavam fazer votos monásticos pelo que chegaram até a ter ao ser serviço muitos muçulmanos, tanto na Europa como na Terra Santa, sem quaisquer preconceitos.A História comprova a aceitação de senhoras na Ordem, que assim tiveram acesso a uma vida consagrada pela via iniciática, ao mesmo tempo que colaboravam na logística como elementos de retaguarda.Devemos adiantar que, em Tomar, há conhecimento de terem havido Templárias – já na recuada era de 1271 –, como escreve Frei Bernardo da Costa: – “uma Senhora fidalga, devota das Irmãs Templárias, lhes tenha feito doação das suas casas que tinha dentro da cerca do Castelo de Tomar, para que as tivessem para sempre “.Ainda a mesma fonte nos dá conhecimento de que “ com a data de 1290, há registo de uma importante doação de D. Mécia Peres, fidalga ilustríssima, que foi mulher do Cavaleiro Templário D. Estevão Pires Espinal, Comendador de Santarém. De notar que D. Mécia Peres era freira Templária, em Santa Maria do Castelo, dentro dos muros de Tomar“.Após o drama de Jacques de Molay, houve na Europa a vivência Templária na clandestinidade, ou sob outras denominações, desde o 24º Grão Mestre Frei Jean-Mac Larménius até ao 41º Grão Mestre Dom Frei Filipe de Orleães. Com este  Grão Mestre opera-se o “renascimento Templário” e surgem os actuais Estatutos pelos quais a Ordem se vem regendo, conjuntamente com a Regra de São Bernardo, a Carta de Transmissão  emitida pelo 24º Grão Mestre em 13 de Fevereiro de 1328 e, subscrita pelos Grãos Mestres seus sucessores, e ainda os Decretos Magistrais devidamente compilados e actualizados pelos Estatutos. A Ordem vê o seu maior desenvolvimento nos séculos XIX e XX e já no presente em que vivemos, ao mesmo tempo que elementos do sexo feminino continuam a ser admitidos, desempenhando elevados cargos.Conclui-se que as senhoras, como irmãs Templárias, têm já uma tradição que se pode remontar aos primeiros tempos após a fundação da Ordem.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ordem dos Pregadores



A Ordem dos Pregadores (latim: Ordo Prædicatorum, O. P.), também conhecida por Ordem dos Dominicanos ou Ordem Dominicana, é uma ordem religiosa católica que tem como objectivo a pregação da mensagem de Jesus Cristo e a conversão ao cristianismo.
Foi fundada em Toulouse, França, no ano de 1216 por São Domingos de Gusmão, sacerdote castelhano (actual Espanha), o qual era originário de Caleruega.
Os dominicanos não são monges, mas sim religiosos: realizam voto de pobreza, castidade e obediência. Vivem em comunidade, que se designam por conventos e não como abadias ou mosteiros. Os seus conventos são tradicionalmente junto das cidades.
Origem
Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, Castela, tendo cedo descoberto a sua vocação religiosa. Estudou em Palencia e tornou-se cónego no Cabido de Osma. O seu bispo Diego foi enviado à Dinamarca a negociar o casamento de uma princesa com o filho do rei e Domingos acompanhou-o. No regresso, ao passarem pelo sul de França depararam-se com um cenário de verdadeira guerra civil, provocada pela grande influência das heresias dos albigenses também chamados cátaros em toda a zona designada como Languedoc. Demorando-se pela região, os dois descobriram que a pregação e esforços dos legados do Papa Inocêncio III enviados para tentar demover as heresias e levar as populações novamente para o seio da Igreja não resultavam. Tal devia-se ao facto de aqueles enviados se apresentarem com todas as suas honras, mordomias e autoridade face a heréticos que pregavam e viviam uma vida de simplicidade, informalismo e cujas teorias advogavam um cristianismo baseado na humildade e vida comunitária.
Domingos e Diego envolveram-se na pregação, utilizando as mesmas técnicas dos heréticos: despidos de qualquer sinal de autoridade, falando uma linguagem que todos compreendiam, disputando debates públicos, em praças, igrejas, e mesmo tabernas. O seu sucesso foi imediato. Convenceram os legados papais e alguns monges cistercienses a segui-los nos seus métodos e durante algum tempo prosseguiram a sua ação pregadora. Diego, como bispo, teve no entanto de regressar à sua Diocese falecendo pouco depois.
Domingos viu-se em pouco tempo praticamente sozinho na sua missão, percorrendo toda a região durante alguns anos, a qual se viu assolada pela guerra, em virtude de uma cruzada ter sido lançada pelo Papa, com o apoio do rei de França que pretendia conquistar a região e derrubar os senhores feudais locais, apoiantes das heresias por estas defenderem o fim da instituição eclesial e como tal deixarem de interferir nos seus poderes.
Em 1206, Domingos consegue que um grupo de mulheres convertidas da heresia se constituam como comunidade, encontrando uma casa onde se estabelecem e apoiam a missão da «santa pregação, na vila de Prouille. Foi a primeira fundação do que viria a ser a Ordem dos Pregadores.
Domingos prossegue com a sua missão e em 1216 tem um pequeno grupo de 16 seguidores, para os quais solicita, em Roma, a aprovação de uma Regra para a constituição de uma nova ordem monástica. Mas o Papa, limitado pela decisão do recente Concílio de Latrão que proibiu a aprovação de novas ordens, pretendendo de qualquer forma apoiar o projecto de Domingos, sugere que adotem a regra de Santo Agostinho, o que fazem.
Assim, em 1216 é aprovada oficialmente a constituição da Ordem dos Pregadores, uma ordem de religiosos inteiramente dedicados à missão da pregação, função até então exclusivamente reservada aos bispos.
Nesse mesmo ano, e face a um grupo ainda em formação, Domingos decide dispersar essa pequena comunidade. Uns são enviados para a Universidade de Paris, por forma a adquirirem competências de ensino, uma vez que o estudo será, para todo o sempre um elemento fundamental da ordem dominicana. Outros são enviados para Espanha, Itália, Inglaterra, Polónia a fim de fundarem novas comunidades e exercerem a pregação nos moldes originais de Domingos.
Em Roma, conheceu São Francisco de Assis, a quem se ligou em íntima amizade. Em 1218 foi a Bolonha fundar um convento, perto da Igreja de Nossa Senhora de Mascarella. Um ano depois, teve Domingos a satisfação de fundar outro na mesma cidade, sendo que este, tempos depois, veio a ser um dos mais importantes da Ordem na Itália. O exemplo de São Francisco de Assis e o admirável desenvolvimento da Ordem por ele fundada, influiu grandemente no espírito de São Domingos. Como o Patriarca de Assis, introduziu S. Domingos na sua ordem o voto de pobreza em todo o rigor.
Em 1221, em Bolonha, realiza-se o primeiro Capítulo Geral da Ordem, na qual são aprovadas as primeira regras de funcionamento, estabelecendo-se como a primeira ordem de cariz democrático, uma vez que para o desempenho de todos os cargos, do mais alto (Mestre geral) ao mais pequeno, sempre se exige a respectiva eleição. Acresce ainda uma forma dupla de governo: Capítulo, isto é assembleias em que estão presentes os responsáveis hierárquicos - Províncias, podendo aprovar as medidas que entenderem. Sendo que o capítulo geral seguinte é formado por representantes eleitos dos conventos, isto é, das «bases», com iguais poderes. E todas as medidas aprovadas apenas entram em vigor com a aprovação consecutiva de 3 capítulos gerais. Dessa forma, pretendia-se evitar «precipitações» e dar tempo a alterações de pormenor que tornassem as medidas, quando em funcionamento, já depuradas de imperfeições e devidamente testadas.
Logo na década seguinte, 1230, a Ordem teve um crescimento exponencial, contando com dezenas de conventos espalhados por toda a Europa e com milhares de membros. A razão de tal sucesso derivava de vários factores. Por um lado, as velhas formas medievais estavam em desuso e decadência, fruto sobretudo de uma crescente estabilidade política que permitia o desenvolvimento das cidades, do comércio e da cultura. Por outro era uma urgência sentida por todos, que a Igreja retomasse a sua veia de pregação, desta feita baseada no estudo, na bíblia e enfrentasse as heresias e doutrinas erradas, tanto em voga naquele tempo.
As ordens mendicantes - franciscanos e dominicanos, formam uma resposta surgida do interior da Igreja face a movimentos similares, mas que se tinham colocado à margem e sobretudo fora da Igreja. Foram portanto uma resposta a uma necessidade social politica, cultural e religiosa daqueles tempos.
As suas características eram essencialmente urbanas: vida em comunidade, vida itinerante, vida de pobreza como exemplo e pregação. Ao invés das antigas ordens religiosas, especialmente os beneditinos, dedicados ao trabalho manual e agrícola, estas novas ordens vão marcar e surgem e simultâneo com o despontar de uma nova classe, a burguesia, constituída por comerciantes, pequenos artificies, operários e serventes nas cidades. O seu carácter aberto (não elitista), mais democrático na sua organização interna, a grande mobilidade (que se conjuga no tempo e lugar com a abertura das grandes rotas comerciais na Europa) vão tornar estas ordens religiosas atractivas para toda uma nova classe social, urbana, em crescimento de literacia, ascendente social e politicamente, com novas formas de expressão na retórica, na literatura, na arte e arquitectura e na teologia.
A ordem nasceu sob o signo da Verdade (Veritas, em latim), isto é o estudo, a reflexão e a pregação da verdade revelada por Jesus Cristo e pela Igreja. Daí que não surpreenda que inúmeros membros da ordem se tenham tornado famosos teólogos, escritores e pregadores. A sua actividade de ensino e da busca e disputa intelectual, tiveram como fruto grande pensadores, e deram inúmeros contributos para a história da Europa e do mundo.
Mas esse mesmo carácter, quando foi assumido de forma dogmática, e sob o signo da autoridade, foi instrumentalizado pelo poder público dos Estados nascentes para o recorrente recrutamento de frades dominicanos para assistência e direcção do Tribunal do Santo Ofício, ou Inquisição, ainda que também alguns deles tivessem sido dele vítimas. Assim, o Papa Gregório IX, em 20 de abril de 1233, editou duas bulas que marcaram o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que por vários séculos contribuiu para perseguir, torturar e matar vários de seus inimigos, sob a acusação de professar heresias. Uma das bulas, a "Licet ad capiendos", dirigida aos dominicanos, inquisidores, para eles dispunha: "Onde quer que os ocorra pregar estais facultados, se os pecadores persistem em defender a heresia apesar das advertências, a privar-los para sempre de seus benefícios espirituais e proceder contra eles e todos os outros, sem apelação, solicitando em caso necessário a ajuda das autoridades seculares e vencendo sua oposição, se isto for necessário, por meio de censuras eclesiásticas inapeláveis".